A nossa história de luta começou em 1985
A Associação dos Servidores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Asunirio) foi fundada no dia 10 de dezembro de 1985 durante o processo de reorganização sindical e associativa das trabalhadoras e trabalhadores do serviço público federal no contexto de redemocratização e enfrentamento da política de retirada de direitos trabalhistas.
Inicialmente, a instituição chamava-se Associação dos Servidores Técnicos-Administrativos da Unirio e tinha o caráter provisório. Nos primeiros anos, a entidade passou por diferentes gestões e enfrentou um período de fragilidade institucional que começou a ser superado em 1998 com a reorganização da associação a partir de um movimento interno das trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos, que reivindicavam a reconstrução institucional, a retomada da legalidade e o fortalecimento da representação coletiva
Após a regularização institucional e a recuperação da credibilidade junto à categoria, a associação consolidou sua atuação, ampliou sua presença nos diferentes campi da universidade e fortaleceu seu papel político e institucional. Em 2006, como parte desse processo de amadurecimento organizativo, a entidade passou por uma reforma estatutária, adotando o nome Asunirio e substituindo o modelo de presidência individual por uma direção colegiada, reforçando princípios de gestão coletiva, transparência e participação.
As mudanças atenderam tanto a orientações jurídicas quanto a diretrizes do movimento sindical nacional e ocorreram de forma gradativa após a filiação da associação à Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fasubra), passando a integrar de forma orgânica o movimento nacional das trabalhadoras e trabalhadores das universidades federais.
Lutas centrais
No campo da atuação política e sindical, a associação esteve envolvida em lutas em defesa dos direitos das servidoras e servidores públicos federais, especialmente o enfrentamento a perdas salariais e retirada de gratificações; a resistência a políticas de arrocho salarial; e a mobilização contra programas de desligamento voluntário que impactavam negativamente as trabalhadoras e trabalhadores.
A partir do início dos anos 2000, a Asunirio também passou a atuar de forma pioneira no enfrentamento institucional do assédio moral no ambiente universitário que culminou com a construção de instrumentos normativos internos voltados à prevenção e ao combate ao assédio moral na universidade.
Essa atuação contribuiu para inserir o tema de forma permanente na agenda institucional da universidade, ampliando o debate sobre condições de trabalho, saúde laboral e direitos dos trabalhadores.
Outro marco fundamental da história da Asunirio foi a ampliação da participação das servidoras e servidores técnico-administrativos nos conselhos superiores da Unirio.
A partir de intervenção institucional da associação, foi possível assegurar, pela primeira vez, a representação com direito a voz e voto dos técnicos-administrativos nos principais órgãos colegiados da universidade. O processo resultou na criação de: 6 vagas no Conselho Universitário (Consuni); 6 vagas no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e 6 vagas no então Conselho de Curadores. Totalizando, à época, 18 vagas de representação técnica.
Com a posterior extinção do Conselho de Curadores, a representação foi reorganizada, mantendo-se 12 vagas ativas distribuídas entre o Conselho Universitário e o Consepe. Esse modelo permanece como referência de participação institucional dos técnicos-administrativos na Unirio.
A Asunirio segue atuando em defesa dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores da Unirio e assegurando representação efetiva da categoria nos espaços decisórios dentro e fora da universidade.