A greve é um instrumento legítimo assegurado pela Constituição Federal, em seu art. 9º, que consagra o direito de greve como direito humano e fundamental, cabendo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que por meio dele pretendem defender.
Mesmo após o governo descumprir o Termo Acordo n° 11/2024 — o que, por si só, já legitimaria a paralisação — os sindicatos e a Fasubra buscaram negociação com a União para evitar o acionamento do Judiciário ou a deflagração de uma nova greve para garantir o cumprimento do acordo já firmado. No entanto, não houve avanços.
A assembleia realizada pela Asunirio no dia 10 de fevereiro, no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, deliberou pela paralisação dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs), em consonância com a diretriz nacional da Federação e com o cumprimento de todos os trâmites legais. A reitoria da Unirio foi comunicada com antecedência superior à exigida pela legislação.
Na segunda-feira (2), iniciaremos a greve em adesão ao movimento nacional dos TAEs, iniciado em 23 de fevereiro. Na terça-feira (3), realizaremos o primeiro ato público. Na quarta-feira (4), será constituído o comando de greve na sede da Asunirio, às 10h, quando serão organizadas as ações do movimento.
Também foi solicitada reunião com a reitoria para fortalecer o diálogo institucional e garantir que não haja perseguição, punição ou qualquer prática antissindical que prejudique servidores(as), estudantes, trabalhadores(as) terceirizados(as) ou usuários(as) do HUGG e da universidade.
A Asunirio ressalta que a lei determina o funcionamento de 30% da unidade para serviços essenciais, isso significa que 70% dos trabalhadores (as) podem aderir à greve. Como o HUGG é o único espaço de atividades essenciais, precisaremos organizar uma escala de funcionamento do hospital. Isso significa que, embora a adesão seja individual, nós podemos fazer uma escala de revezamento para garantir o funcionamento da unidade de saúde, assegurando que todos (as) possam participar das atividades paredistas.
Além disso, é fundamental que as pessoas que aderirem ao movimento de organização da greve estejam presentes nos atos e reuniões/assembleias. Tais espaços funcionam como “termômetro” da nossa capacidade de organização, determinando os rumos de uma possível mesa de negociação.
Nossa última greve foi a maior da história da categoria, resultando em avanços concretos na carreira e na remuneração. Agora é momento de defender o cumprimento integral do acordo firmado.
Os(as) servidores(as) da Unirio que aderirem à greve devem organizar o funcionamento de seus setores e comunicar a decisão às chefias imediatas e ao comando de greve pelo e-mail greveasunirio2026@gmail.com, informando nome completo e setor de lotação. A medida visa à organização e ao acompanhamento do movimento paredista.
Vamos à luta!
Coordenação Geral da Associação dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Asunirio)



