ASSÉDIO MORAL NO SETOR DE TRABALHO, E DEPOIS?

O assédio moral no ambiente de trabalho, além de grave, pode trazer consequências irreparáveis a vida do trabalhador, tanto em seu aspecto funcional dentro do ambiente de trabalho, quanto na sua vida pessoal. Medo, vergonha, tristeza e desmotivação são apenas algumas características sofridas por aqueles que encontram dentro de seu local de trabalho atos de intimidação e difamação num ambiente onde deveria-se primar a ajuda, colaboração e respeito. Não obstante, o reconhecimento, da lugar a um tratamento preconceituoso e (ou) discriminatório. Esses são apenas alguns exemplos de casos que acontecem frequentemente dentro da UNIRIO, praticados tanto por chefias despreparadas, quanto por servidores técnico-administrativos que usam de suas influências ou conhecimento dentro da instituição para exercer essas mesmas práticas abusivas de assédio.

O Interessante e pertinente que se frise, é que justamente nesse contexto de desproporcionalidade e coação, a solução quase sempre proposta, é a de que o servidor assediado, para resolver o problema do setor, se retire do mesmo e procure um outro lugar. As vezes essa proposta vem disfarçada de um ato amigável e até afetuoso para resolver o problema do servidor. Mas é bom que se diga, quase sempre é o assediado quem deverá sair do seu setor e nunca o assediador. Mesmo ambos tendo feito concurso público para exercer suas funções conforme edital, muitas vezes, cargos especializados, onde não se encontram muitas áreas dentro da universidade para possíveis remoções e distribuições. Mesmo nesse contexto o servidor assediado é quem, quase sempre, se vê expulso, de forma marginalizada, de seu setor por outros servidores que, por usufruírem de passageiro cargo de chefia ou por terem amizade com quem os tenha, se utilizam da máquina a quem deveriam servir para servir-se a si próprios, turbando a lógica do serviço público, do servir ao público para servir a si e contra o outro.

A ASUNIRIO, entidade de classe que representa o trabalhador técnico-administrativo da UNIRIO procura mediar todos os conflitos que chegam até nós. Entretanto, sem jamais abrir concessão a essa lógica perversa que versa sobre o trabalhador como a parte mais fraca e marginalizada que precisa se adequar as mazelas impostas por esses ambientes, muitos já degradados por esse tipo de comportamento nocivo ao serviço público, sobre tudo ao trabalhador técnico-administrativo.

Contudo, para que a ASUNIRIO possa exercer esse papel mediador, é importante que o servidor não fique calado e nos procure afim de denunciar esse tipo de ato perverso que ainda faz parte do cotidiano da nossa universidade. Se você viu, vê ou mesmo acontece com você, denuncie toda e qualquer forma de abuso no ambiente de trabalho. A ASUNIRIO sempre estará do lado dos trabalhadores.

<Coordenação colegiada da ASUNIRIO>

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